“Uma das melhores pesquisas já empreendidas por uma jornalista na busca do que seria o novo papel das mídias no século 21” é como Ricardo Young, responsável pelo prefácio, define a obra que desafia o sector da mídia a refletir sobre a agenda da sustentabilidade, colocando o enfoque numa referência mundial: o diário britânico The Guardian.
“Por meio de uma profunda análise e compilação de autores, Sandrine procura demonstrar as implicações sociopolíticas e ético-filosóficas do desenvolvimento sustentável e seu impacto nos veículos de comunicação. Existem pelo menos três aspectos paradoxais que afetam a capacidade e que estão aqui analisados: a natureza dependente do mercado de consumo; o aprisionamento ideológico às premissas do desenvolvimento insustentável; e a natureza empresarial da atividade da mídia, ou seja, focada no lucro”.
A autora situa os veículos como forças indispensáveis para a transformação da superestrutura e procura entender as implicações dessa dimensão no comportamento geral da sociedade e dos seus agentes, cobrando da mídia um papel de vanguarda que há tempos já foi abandonado.